CEO, Idea
Connection Systems
Robert
Rosenfeld
CEO,
Idea Connection Systems
Inc.
Conduzindo
inovação
Se você quer cultivar uma
força de
trabalho inovadora, então é preciso primeiro
determinar o quanto você está
interessado em inovação.
Também é preciso decidir se quer
inovações
incrementais ou revolucionárias (breakthroughs). Se quiser ambas,
então precisará de tipos
diferentes de pessoas. Toda
inovação
começa com pessoas transformando problemas em ideias. Então deve
haver um meio de traduzir estas
ideias em realidade. Se
eu quero criar
uma orquestra, eu preciso entender que precisarei de diferentes
instrumentos
para criar o melhor som. Quais
instrumentos eu vou escolher depende do tipo de música que
eu escolher. Inovação
também requer mais de um instrumento
e o líder precisa conduzir as
inovações como conduziria a orquestra.
Princípios de
Inovação
Há oito
“princípios humanos”
básicos de inovação.
Eles formam a
essência do processo de inovação e seu
ambiente.
1. O primeiro princípio é
determinar o
tipo de inovação na qual eu estou mais interessado.
Isso mudará com o tempo.
Sempre
há ciclos que requerem inovações
revolucionárias e ciclos que requerem avanço
incremental. É
preciso saber o que estou
procurando antes que eu possa criar um processo de descobrimento. Por exemplo, em uma
fábrica é mais provável
que eu busque uma inovação incremental para
manter a mesma operando sem
problemas e com eficiência com o passar do tempo. Contudo, ao passar dos
anos, a empresa
provavelmente descobrirá que todas as melhorias incrementais
disponíveis já se
esgotaram e que será necessário uma
inovação revolucionária, de algum tipo
ou a
empresa começará a decair.
Por outro
lado, uma empresa de tecnologia pode procurar mais
inovações revolucionárias
regularmente dada a natureza de seu
negócio e o ambiente competitivo no qual vivem.
2. O
segundo princípio é que inovação
precisa de um sistema. Um
sistema de inovação não é
algo que está
separado da cultura corporativa. Na
verdade, a cultura determina o tipo de sistema de
inovação que funcionará
bem. Tentar criar
uma inovação
revolucionária em uma
cultura que
apenas apoiará melhoria contínua é
algo que está predestinado a falhar.
Necessidades de inovações diferentes requerem
sistemas diferentes. Existem
pelo menos cinco sistemas únicos que
podem ser aplicados. Por
exemplo, se
você quer uma abordagem de inovação
“de baixo para cima”, então um sistema
“assistido pela origem” pode funcionar melhor.
Se você quer uma abordagem “de cima
para baixo” então um sistema
“direcionado a inovação” pode
funcionar melhor.
E não importa qual sistema você
escolha, há um processo que deve ser
empregado para mover ideias através de uma ferramenta de
comunicação – um
processo que acrescentará, definirá, ou
eliminará ideias ao longo da ação,
portanto garantindo que apenas as “melhores” ideias
passarão pelo funil das ideias/inovação.
3. O
terceiro princípio refere-se ao líder
de inovação ajudando os funcionários a
entender que paixão leva à
inovação: é o combustível que
alimenta o fogo
da criação.
A dor é simplesmente um
ingrediente secreto do processo, e o líder da
inovação tem que ajudar os
funcionários a trabalharem com isso.
Não
há nada tão doloroso como uma nova ideia tentando
abrir caminho em um sistema
estabelecido. Porque
haverá dor,
impasses, frustrações, falsos inícios,
etc, apenas pessoas com paixão podem
levar os conceitos mais radicais ao sucesso.
4. O quarto princípio é a
co-locação.
A idéia de que inovações
são feitas por um único empresário
operando
sozinho num porão é, praticamente em todos os
sentidos, um mito. Se
a inovação tiver que acontecer, ela só
acontecerá quando os funcionários trabalham
juntos e o façam bem próximos uns
dos outros. Eles
tem que estar fisicamente
presentes uns aos outros, não apenas se comunicando pela
internet. Esta
é a única maneira de construir
confiança
entre os membros da equipe assim como entre a equipe de gerenciamento. Isso também
facilita conversas que às vezes
acendem novas idéias que são extremamente valiosas para o processo inovativo.
Quanto mais arriscado é o projeto, mais a
co-locação é necessária. Alguns projetos
não requerem muita co-locação
(são mais baseados em tarefas), mas aqueles que requerem a
fertilização cruzada
dos pensamentos devem ser mais tempo de
co-locação.
5. O
quinto princípio no processo de
inovação é a
habilidade para alavancar as diferenças nas pessoas.
Um líder de inovação deve
entender e estar apto a utilizar os estilos
criativos de solução de problema de cada membro
da equipe, tipo de
personalidade e temperamento. Estes
estilos diferentes se mostrarão úteis em
diferentes momentos no processo de
inovação. Um
talento não é necessariamente
melhor do que outro, mas eles devem ser eficazmente combinados para se
chegar a
uma conclusão bem sucedida.
Voltando ao
exemplo da orquestra, muitas pessoas pegam os instrumentos mas
não sabem como
efetivamente alavancá-los.
E alavancar a
informação necessária é
essencial para o processo de inovação.
6. O
sexto princípio é entender
que as
sementes da destruição estão presentes
na hora da criação, quer ela resulte em um novo produto,
processo, estrutura, etc. Toda inovação bem
sucedida é baseada numa série de
suposições sobre
pessoas – o que importa
e funciona para elas. Por
exemplo, o
Modelo T da Ford foi extremamente bem sucedido.
Mas seu sucesso era baseado na
suposição de que havia um enorme mercado
para carros baratos. Por
algum tempo
esta foi a verdade. Mas
com o tempo, as
pessoas quiseram se “diferenciar”.
Eles
estavam dispostos a pagar um pouco mais para terem um carro melhor. Ford continuou firme em
sua idéia inicial e
isso custou caro para ele. No
final, ele
perdeu uma significativa fatia do mercado.
7. O
sétimo princípio é que “valores
intangíveis” conduzem uma
organização. Enquanto
valores tangíveis tais como
lucratividade e outras coisas pode ser facilmente medidas
também os valores
intangíveis tendem a conduzir as atividades
diárias das pessoas. Valores
intangíveis são
por exemplo, o nível de motivação,
como as pessoas se sentem
em relação a empresa e a elas
próprias, como elas interagem umas com as outras,
e como esta qualidade de interação afeta os
resultados tantos de curto prazo
como os de longo prazo. A
atenção a
estes elementos mais sutis e difíceis de serem medidos
importam muito no
processo de inovação.
8. O
oitavo e final princípio lida com a importância
crítica de se desenvolver confiança
entre as pessoas e a importância do
foco a algo que tem sido um assunto tabu em negócios
– “amor”.
Quando as pessoas realmente se importam com seu trabalho,
seus colegas,
e sua empresa, seu nível de comprometimento aumenta muito. Eles se tornam
“donos” e não
“contratados”.
Eles se importam em
alcançar resultados significantes assim como conseguir fazer
o bem aos
outros. Eles
conseguem um balanço entre
o curto e o longo prazo. Elas
fazem com
que a empresa seja, usando uma frase de Jim Collins, “feita
para durar”.
O
Processo de Cultivo
O processo de cultivo de uma
força
de trabalho inovadora deve começar com um exame do tipo de
cultura que existe
dentro da empresa. A
empresa também deve
tomar decisões sobre um portfolio de
inovações.
Ele pode focar em avanços incrementais ou breakthroughs, ou em uma mistura dos dois. Qualquer que seja a
escolha, a empresa tem
que ter o sistema correto para permitir que a
inovação ocorra e, claro, os
princípios de inovação têm
que ser visivelmente apresentados e vividos.
Criando
um Ambiente Inovador
Ao cultivar uma força de
trabalho
inovadora, o tom deve ser estabelecido por altos executivos. Isto irá se espalhar através
da
empresa, permitindo que cada pessoa esteja atualizada quanto ao
processo. Sempre
teremos áreas diferentes na empresa
que são melhores numa coisa do que em outras.
Altos executivos devem celebrar estas
diferenças. Por
exemplo, uma área da empresa pode ser
mais adequada para inovações
revolucionárias
por terem a liderança correta,
funcionários, cultura, diversidade,
estrutura, sistemas, etc. para dar-lhes apoio.
Por outro lado, o mesmo poder ser dito sobre uma outra
área se a
melhoria contínua é o que se precisa para
alcançar a visão e missão da
empresa. Por
exemplo, operações
industriais precisam celebrar inovação
(normalmente incremental por natureza)
que está associada com melhorias em processo e qualidade. De forma similar,
departamentos de Pesquisa
& Desenvolvimento (R&D)
em
empresas de tecnologia precisam celebrar
inovações breakthrough. Ambos os tipos
de inovação são críticas
para o sucesso da empresa ao longo prazo.
Melhores
Práticas
A melhor prática para
cultivar uma
força de trabalho inovadora é encontrar um
líder que possa estabelecer a
cultura certa que encoraje o tipo de inovação que
a empresa precisa. Se
a liderança no topo não sabe como
estabelecer a cultura certa para o portfolio de
inovação que desejam, então a
empresa não será bem sucedida.
A
infraestrutura da empresa deve ser criada para permitir que as pessoas
gerem
novas idéias assim como
implementem
os projetos que eles acreditem ser importantes.
Cultivando
uma Força de Trabalho Global
Esforços para cultivar
uma força
de trabalho inovadora são diferentes em cada local. A força com que
novas idéias são geradas e
seguidas variam de cultura para cultura.
Por exemplo, a motivação de uma
pessoa na China é diferente de uma
pessoa nos EUA, que é diferente da Índia.
Cada cultura tem seus próprios pontos fortes e
pontos cegos que podem
ser considerados quando se cria um sistema inovador.
Esta é uma das razões pela qual
tentar
repetir o que foi bem sucedido em um país é
frequentemente muito menos bem
sucedido em outro. Independente
de
local, contudo, um líder inovador é essencial.
O líder deve entender a cultura que vive e
motivar as pessoas baseadas
em sua cultura. A
abordagem “um para
todos” não funciona.
Contudo, conforme
mencionado, há uma série de princípios
que se aplicam em todos os locais apesar
de terem que ser implementados de acordo com as
características da cultura
local.
Maiores
Desafios
Os três maiores desafios
em
cultivar uma força de trabalho inovadora são
encontrar o líder inovador
correto, construir confiança, e estabelecer uma
infraestrutura apropriada:
1. Um líder global deve
ser sentir
confortável em vários locais.
Ele ou ela
deve ter o estilo que for preciso para mover a empresa para frente.
2. O líder deve ter a
confiança
das pessoas da organização.
Eles têm que
acreditar nele ou nela e estarem dispostos para seguir a
liderança desta pessoa
se a empresa quer ser realmente inovadoras.
3. A infraestrutura deve permitir
que as idéias fluam e que sejam desenvolvidas e
implementadas. Este
sistema não deve ser burocrático e deve
se ajustar a cultura corporativa.
De acordo com o diagrama de Venn,
a inovação é um círculo, e
a cultura é outro.
O que temos em comum é uma cultura inovadora. Quando cultivando uma
força de trabalho
inovadora, o foco é este ponto em comum que
contém os oito princípios da
inovação que devem ser aplicados na
organização conforme for necessário. Este processo pode parecer
muito simples, mas
não é. Qualquer
coisa a respeito das
pessoas e como elas interagem sempre será complexa. Mas se qualquer destes
princípios não são
levados
em consideração, então o
processo de inovação, no pior dos casos
falhará, ou melhor, falhará em oferecer o
nível de inovação desejado ou
necessário.
ESCRITÓRIO
REGIONAL IDEA CONNECTION SYSTEMS
PEPITA
SOLER – DIRETORA AMÉRICA LATINA
innovating@pepitaconsultoria.com
www.pepitaconsultoria.com
(55 21) 9955-7026 & (55 21) 579-0638