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Cultivando uma Força de Trabalho Inovadora Publicado em 21/4/2011 às 23:18:49
Escrito por ABTD

CEO, Idea Connection Systems


Robert Rosenfeld

CEO, Idea Connection Systems Inc.

 

Conduzindo inovação

Se você quer cultivar uma força de trabalho inovadora, então é preciso primeiro  determinar o quanto você está interessado em inovação.  Também é preciso decidir se quer inovações incrementais ou revolucionárias (breakthroughs).  Se quiser ambas, então precisará de tipos diferentes de pessoas.  Toda inovação começa com pessoas transformando problemas em ideias.  Então deve haver um meio de traduzir estas ideias em realidade.  Se eu quero criar uma orquestra, eu preciso entender que precisarei de diferentes instrumentos para criar o melhor som.  Quais instrumentos eu vou escolher depende do tipo de música que eu escolher.  Inovação também requer mais de um instrumento e o líder precisa conduzir as inovações como conduziria a orquestra.

 

Princípios de Inovação

Há oito “princípios humanos” básicos de inovação.   Eles formam a essência do processo de inovação e seu ambiente.

 

1. O primeiro princípio é determinar o tipo de inovação na qual eu estou mais interessado.  Isso mudará com o tempo.  Sempre há ciclos que requerem inovações revolucionárias e ciclos que requerem avanço incremental.  É preciso saber o que estou procurando antes que eu possa criar um processo de descobrimento.  Por exemplo, em uma fábrica é mais provável que eu busque uma inovação incremental para manter a mesma operando sem problemas e com eficiência com o passar do tempo.  Contudo, ao passar dos anos, a empresa provavelmente descobrirá que todas as melhorias incrementais disponíveis já se esgotaram e que será necessário uma inovação revolucionária, de algum tipo ou a empresa começará a decair.    Por outro lado, uma empresa de tecnologia pode procurar mais inovações revolucionárias regularmente dada a natureza de seu negócio e o ambiente competitivo no qual vivem.

2. O segundo princípio é que inovação precisa de um sistema.  Um sistema de inovação não é algo que está separado da cultura corporativa.  Na verdade, a cultura determina o tipo de sistema de inovação que funcionará bem.  Tentar criar uma inovação revolucionária em uma cultura que apenas apoiará melhoria contínua é algo que está predestinado a falhar. Necessidades de inovações diferentes requerem sistemas diferentes.  Existem pelo menos cinco sistemas únicos que podem ser aplicados.  Por exemplo, se você quer uma abordagem de inovação “de baixo para cima”, então um sistema “assistido pela origem” pode funcionar melhor.  Se você quer uma abordagem “de cima para baixo” então um sistema “direcionado a inovação” pode funcionar melhor.  E não importa qual sistema você escolha, há um processo que deve ser empregado para mover ideias através de uma ferramenta de comunicação – um processo que acrescentará, definirá, ou eliminará ideias ao longo da ação, portanto garantindo que apenas as “melhores” ideias passarão pelo funil das ideias/inovação.

3. O terceiro princípio refere-se ao líder de inovação ajudando os funcionários a entender que paixão leva à inovação: é o combustível que alimenta o fogo da criação.  A dor é simplesmente um ingrediente secreto do processo, e o líder da inovação tem que ajudar os funcionários a trabalharem com isso.  Não há nada tão doloroso como uma nova ideia tentando abrir caminho em um sistema estabelecido.  Porque haverá dor, impasses, frustrações, falsos inícios, etc, apenas pessoas com paixão podem levar os conceitos mais radicais ao sucesso.

4. O quarto princípio é a co-locação.  A idéia de que inovações são feitas por um único empresário operando sozinho num porão é, praticamente em todos os sentidos, um mito.  Se a inovação tiver que acontecer, ela só acontecerá quando os funcionários trabalham juntos e o façam bem próximos uns dos outros.  Eles tem que estar fisicamente presentes uns aos outros, não apenas se comunicando pela internet.  Esta é a única maneira de construir confiança entre os membros da equipe assim como entre a equipe de gerenciamento.  Isso também facilita conversas que às vezes acendem novas idéias que são extremamente valiosas para o processo inovativo.  Quanto mais arriscado é o projeto, mais a co-locação é necessária.  Alguns projetos não requerem muita co-locação (são mais baseados em tarefas), mas aqueles que requerem a fertilização cruzada dos pensamentos devem ser mais tempo de co-locação.

5. O quinto princípio no processo de inovação é a habilidade para alavancar as diferenças nas pessoas.  Um líder de inovação deve entender e estar apto a utilizar os estilos criativos de solução de problema de cada membro da equipe, tipo de personalidade e temperamento.  Estes estilos diferentes se mostrarão úteis em diferentes momentos no processo de inovação.  Um talento não é necessariamente melhor do que outro, mas eles devem ser eficazmente combinados para se chegar a uma conclusão bem sucedida.  Voltando ao exemplo da orquestra, muitas pessoas pegam os instrumentos mas não sabem como efetivamente alavancá-los.  E alavancar a informação necessária é essencial para o processo de inovação.

6. O sexto princípio é entender que as sementes da destruição estão presentes na hora da criação, quer ela resulte em um novo produto, processo, estrutura, etc. Toda inovação bem sucedida é baseada numa série de suposições  sobre pessoas – o que importa e funciona para elas.  Por exemplo, o Modelo T da Ford foi extremamente bem sucedido.  Mas seu sucesso era baseado na suposição de que havia um enorme mercado para carros baratos.  Por algum tempo esta foi a verdade.  Mas com o tempo, as pessoas quiseram se “diferenciar”.  Eles estavam dispostos a pagar um pouco mais para terem um carro melhor.  Ford continuou firme em sua idéia inicial e isso custou caro para ele.  No final, ele perdeu uma significativa fatia do mercado.

7. O sétimo princípio é que “valores intangíveis” conduzem uma organização.  Enquanto valores tangíveis tais como lucratividade e outras coisas pode ser facilmente medidas também os valores intangíveis tendem a conduzir as atividades diárias das pessoas.  Valores intangíveis são por exemplo, o nível de motivação, como as pessoas se sentem em relação a empresa e a elas próprias, como elas interagem umas com as outras, e como esta qualidade de interação afeta os resultados tantos de curto prazo como os de longo prazo.  A atenção a estes elementos mais sutis e difíceis de serem medidos importam muito no processo de inovação.

8. O oitavo e final princípio lida com a importância crítica de se desenvolver confiança entre as pessoas e a importância do foco a algo que tem sido um assunto tabu em negócios – “amor”.  Quando as pessoas realmente se importam com seu trabalho, seus colegas, e sua empresa, seu nível de comprometimento aumenta muito.  Eles se tornam “donos” e não “contratados”.  Eles se importam em alcançar resultados significantes assim como conseguir fazer o bem aos outros.  Eles conseguem um balanço entre o curto e o longo prazo.  Elas fazem com que a empresa seja, usando uma frase de Jim Collins, “feita para durar”.

O Processo de Cultivo

O processo de cultivo de uma força de trabalho inovadora deve começar com um exame do tipo de cultura que existe dentro da empresa.  A empresa também deve tomar decisões sobre um portfolio de inovações.  Ele pode focar em avanços incrementais ou breakthroughs, ou em uma mistura dos dois.  Qualquer que seja a escolha, a empresa tem que ter o sistema correto para permitir que a inovação ocorra e, claro, os princípios de inovação têm que ser visivelmente apresentados e vividos.

 

Criando um Ambiente Inovador

Ao cultivar uma força de trabalho inovadora, o tom deve ser estabelecido por altos executivos.  Isto irá se espalhar através da empresa, permitindo que cada pessoa esteja atualizada quanto ao processo.  Sempre teremos áreas diferentes na empresa que são melhores numa coisa do que em outras.  Altos executivos devem celebrar estas diferenças.  Por exemplo, uma área da empresa pode ser mais adequada para inovações revolucionárias por terem a liderança correta, funcionários, cultura, diversidade, estrutura, sistemas, etc. para dar-lhes apoio.  Por outro lado, o mesmo poder ser dito sobre uma outra área se a melhoria contínua é o que se precisa para alcançar a visão e missão da empresa.  Por exemplo, operações industriais precisam celebrar inovação (normalmente incremental por natureza) que está associada com melhorias em processo e qualidade.  De forma similar, departamentos de Pesquisa & Desenvolvimento (R&D) em empresas de tecnologia precisam celebrar inovações breakthrough.  Ambos os tipos de inovação são críticas para o sucesso da empresa ao longo prazo.

 

Melhores Práticas

A melhor prática para cultivar uma força de trabalho inovadora é encontrar um líder que possa estabelecer a cultura certa que encoraje o tipo de inovação que a empresa precisa.  Se a liderança no topo não sabe como estabelecer a cultura certa para o portfolio de inovação que desejam, então a empresa não será bem sucedida.  A infraestrutura da empresa deve ser criada para permitir que as pessoas gerem novas idéias assim como implementem os projetos que eles acreditem ser importantes.

 

Cultivando uma Força de Trabalho Global

Esforços para cultivar uma força de trabalho inovadora são diferentes em cada local.  A força com que novas idéias são geradas e seguidas variam de cultura para cultura.  Por exemplo, a motivação de uma pessoa na China é diferente de uma pessoa nos EUA, que é diferente da Índia.  Cada cultura tem seus próprios pontos fortes e pontos cegos que podem ser considerados quando se cria um sistema inovador.  Esta é uma das razões pela qual tentar repetir o que foi bem sucedido em um país é frequentemente muito menos bem sucedido em outro.  Independente de local, contudo, um líder inovador é essencial.  O líder deve entender a cultura que vive e motivar as pessoas baseadas em sua cultura.  A abordagem “um para todos” não funciona.  Contudo, conforme mencionado, há uma série de princípios que se aplicam em todos os locais apesar de terem que ser implementados de acordo com as características da cultura local.

 

Maiores Desafios

Os três maiores desafios em cultivar uma força de trabalho inovadora são encontrar o líder inovador correto, construir confiança, e estabelecer uma infraestrutura apropriada:

1. Um líder global deve ser sentir confortável em vários locais.  Ele ou ela deve ter o estilo que for preciso para mover a empresa para frente.

2. O líder deve ter a confiança das pessoas da organização.  Eles têm que acreditar nele ou nela e estarem dispostos para seguir a liderança desta pessoa se a empresa quer ser realmente inovadoras.

3. A infraestrutura deve permitir que as idéias fluam e que sejam desenvolvidas e implementadas.  Este sistema não deve ser burocrático e deve se ajustar a cultura corporativa.

De acordo com o diagrama de Venn, a inovação é um círculo, e a cultura é outro.  O que temos em comum é uma cultura inovadora.  Quando cultivando uma força de trabalho inovadora, o foco é este ponto em comum que contém os oito princípios da inovação que devem ser aplicados na organização conforme for necessário.  Este processo pode parecer muito simples, mas não é.  Qualquer coisa a respeito das pessoas e como elas interagem sempre será complexa.  Mas se qualquer destes princípios não são levados em consideração, então o processo de inovação, no pior dos casos falhará, ou melhor, falhará em oferecer o nível de inovação desejado ou necessário.

 

ESCRITÓRIO REGIONAL IDEA CONNECTION SYSTEMS

PEPITA SOLER – DIRETORA AMÉRICA LATINA

innovating@pepitaconsultoria.com

www.pepitaconsultoria.com

(55 21) 9955-7026 & (55 21) 579-0638

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