O colunista Max Gehringer
realizará a palestra magna de abertura do CBTD2009. Abaixo ele conta um pouco
sobre como alcançou o sucesso, suas expectativas para o futuro e o que esperar
de sua palestra em Santos, no Congresso Brasileiro de Treinamento e
Desenvolvimento.
ABTD - Você começou sua carreira como office-boy e
conseguiu alcançar essa carreira de sucesso e de reconhecimento. Como foi que
isso aconteceu? Você determinou metas para alcançar esses objetivos?
Max Gehringer - Não, nunca me coloquei metas do tipo
"chegar a Gerente aos 30 anos e a Diretor aos 40". Nunca fiz planilhas
comparando o salário presente com o que eu ganhava no passado, nem fiz projeções
salariais para dali a 5 ou 10 anos. O que eu fiz foi tentar me preparar bem para
o momento em que as oportunidades aparecessem. Durante minha carreira, vi muitos
profissionais perderem boas oportunidades porque faltava a eles um curso, ou um
idioma, ou até mesmo coisas mais banais, como um bom relacionamento. Estar bem
preparado não é uma garantia de que a oportunidade aparecerá, mas não estar
preparado é muito pior, porque significa desperdiçar chances que se oferecessem
a poucos.
ABTD - Como e por que começou a fazer palestras?
Gehringer - Comecei como a maioria dos palestrantes
começa, fazendo apresentações dentro da própria empresa em que trabalha, ou para
alunos, no caso de professores. Quando as reações são positivas, sempre
aparecerá alguém sugerindo: "Você devia pensar em ser palestrante". Eu também
ouvi isso, e demorei até me convencer de que falar em público poderia se
transformar em uma carreira, em vez de ser apenas o apêndice de uma carreira
executiva ou acadêmica. A dificuldade está em conseguir as primeiras palestras,
e eu devo isso a uma agente que acreditou em meu potencial e se encarregou da
parte que eu considero a mais complicada: encontrar clientes.
ABTD - De que forma você montou sua nova palestra
"Carreira & Emprego" que apresentará no CBTD2009? Qual o assunto principal que
ela deverá debater e de que forma?
Gehringer - A palestra inteirinha foi construída em cima
de minhas experiências pessoais em empresas. O fio condutor é "mudanças", porque
no fundo é isso que impulsiona ou breca uma carreira: a habilidade para perceber
mudanças e conseguir se adaptar rapidamente a elas. Como as pessoas que me
assistirão são da área de treinamento, faço um convite para que elas prestem
atenção ao formato. Antes de fazer minha primeira palestra, eu já havia
assistido a centenas de palestras, e sabia tudo o que me incomodava. Na hora em
que montei meu material, procurei fazer a palestra a que eu gostaria de ter
assistido. Informativa, com muita prática e pouca teoria, e tão bem humorada
quanto possível.
ABTD - Depois de todas suas conquistas, qual sua próxima
meta de vida? Como pretende alcançá-la?
Gehringer - Ainda tenho muitas palestras para fazer e
muitos livros para escrever. Mas as oportunidades continuam surgindo, e de
lugares que eu não imaginava que surgissem, como é o caso do Fantástico da TV
Globo. Eu continuo acreditando, como acreditava no começo de minha vida
profissional, que se eu fizer as coisas bem feitas as oportunidades continuarão
a dar o ar da graça.
Tatiane Leiser
Depto. Comunicação