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Liderança Integral Na Formação De Equipes Publicado em 2/10/2009 às 14:30:55
Escrito por EQUIPE MOT

Por: Gustavo Falcão

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Desempenho e resultados cada vez melhores são alguns dos desafios da liderança hoje e sempre. Para que o líder possa desempenhar bem seu papel é importante que ele entenda em que estágio os membros de sua equipe se encontram. No início, a busca da equipe é pela aceitação, sobrevivência, receber atenção, estabilidade, fazer parte, com essas necessidades atendidas, busca-se a afirmação profissional, seu poder de influência, empowerment e só então, alcança-se a auto-realização que é o compartilhar, a plenitude, viver com base no tripé missão, visão e valores com integridade.

ACEITAÇÃO

O profissional que está na fase da aceitação é aquele que está mais ansioso, tem o desejo de receber mais atenção, de ser notado, busca se firmar na equipe, conhecer as outras pessoas, convive com alguns momentos de insegurança em relação a sua aceitação ou rejeição perante aos colegas de trabalho. Existe uma preocupação muito grande com o que os outros estão pensando a seu respeito. Para alguns essa fase passa rápido, para outros nem tanto. O ponto comum é que em ambos os casos, eles esperam por um líder que oriente, tranqüilize e os ajude a amenizar essas preocupações, de tal maneira a acelerar o progresso da equipe.

Normalmente, essa fase da aceitação ocorre com novas contratações, tanto do líder, como de membros da equipe, ou quando pessoas são designadas a um projeto novo com pessoas de outras áreas dentro da mesma empresa.

INFLUÊNCIA

Passada essa necessidade de aceitação, que está, fazendo um paralelo com as hierarquias das necessidades, ligada às funções primárias (fisiológicas e de segurança), o profissional sobe um degrau nos seus motivos que o levam a ação e como já se sente aceito, isso já está satisfeito internamente para ele, agora a motivação é expandir seu poder de influência, partindo para as necessidades secundárias (sociais, de estima e auto-realização). Nesse momento o profissional quer atender as suas necessidades de prestígio, sua preocupação é mais consigo mesmo e menos com os outros, se torna mais competitivo, quer mostrar que é capaz, mostrar trabalho, quer ser visto, notado, ser reconhecido, obter algum tipo de controle e autoridade sobre as pessoas. Seu ponto vulnerável é o medo de parecer incompetente e ser superado pelos "oponentes".

O papel do líder nessa etapa é fundamental, é o momento de desafiar o profissional, incentivar, porém, com muita atenção aos excessos que podem surgir pela vontade de ampliar as fronteiras. É preciso definir os papéis e as funções de cada membro da equipe, estipular limites e levar em consideração o nível de maturidade de cada membro. A maturidade do líder também será testada, à medida que seus colaboradores querem ter mais poder de influência, o líder pode cair na armadilha de se sentir ameaçado por eles e seu sistema de defesa pode ser acionado através da centralização de informações e ações que levam às barreiras da comunicação, descritas anteriormente. É um momento que exige muita atenção e esforço do líder para conter e ao mesmo tempo encorajar seus colaboradores a assumirem responsabilidades, ajustarem expectativas e canalizar essa força, focando-a na missão, visão e valores da organização e não apenas nos interesses pessoais.

COMPARTILHAMENTO

Tornar perene, ter plenitude, integridade, foco na missão, visão e valores, transcender a vontade própria, seu movimento interno tem uma necessidade menor em provar algo para si mesmo ou para os outros. A automotivação é bem desenvolvida e a equipe compartilha entre si problemas e soluções, é a auto-realização na escala de Maslow.

O líder deve ficar atento para que a equipe não entre na zona de conforto, no "status quo" achando-se auto-suficiente a ponto de estagnar. É importante o líder provocar alguns desafios para evitar o ciclo vicioso e manter a equipe no ciclo virtuoso.

Os membros das equipes costumam transitar por essas três fases e com ações e reações distintas nos momentos bons e ruins, por exemplo: a dinâmica da equipe quando um colaborador tem um dia ruim, os colaboradores que estão na fase da ACEITAÇÃO, têm a tendência de não se importar e muitas vezes nem se quer saber o que está acontecendo com o outro, por estarem muito focados em si próprios, por outro lado, os colaboradores que estão na fase da INFLUÊNCIA, podem, sem demonstrar, até ficar contentes, afinal, por ser uma fase onde os membros da equipe estão muito competitivos, o dia ruim de um "oponente" pode significar a "vitória" para outro. Já os colabores que atingem o nível do COMPARTILHAMENTO, poderão nesse momento manifestar apoio e ter a iniciativa de buscar soluções em conjunto para manter a performance em alta na equipe.

As reações também se diferem quando um colaborador tem um dia com bons resultados. Os colegas que estão no processo da ACEITAÇÃO podem manifestar o sentimento de preocupação pela "ameaça" à sua estabilidade, por ainda terem medo da rejeição. Os colaboradores que estiverem no processo da INFLUÊNCIA podem até sentir inveja, por ter de provar seu valor e medir forças de poder e quando acontece de alguém ter mais sucesso, mesmo que seja bom para a equipe como um todo, essa pessoa pensa que ela deveria estar "na crista da onda" e não o outro. No COMPARTILHAMENTO é interessante notar que a maioria dos colaboradores comemorará junto a conquista, pois focam os objetivos e interesses do grupo e não apenas os seus.

A liderança integral opera nesses diferentes níveis de motivação da equipe, interpretar e criar estratégias e, principalmente, agir norteado por essas características, auxilia a tomada de decisão a ser mais focada e produtiva. A liderança integral tem o papel importante que é fazer as pessoas trabalharem bem e juntas.

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