Brilho Nos Olhos
Publicado em 20/10/2009 às 11:33:15
Escrito por EQUIPE MOT
Por: Gustavo Falcão
Consultor MOT
Como você se sente quando recebe um elogio?
A resposta parece óbvia, mas não é. Muitas pessoas não se sentem à
vontade. Em nossos trabalhos de desenvolvimento humano, fazemos uma
dinâmica onde pedimos para as pessoas anotarem algumas qualidades suas
em uma folha de papel, ou seja, fazerem um auto elogio. Algumas
literalmente travam, outras dizem que é mais fácil falar dos defeitos.
Por que? Eu não tenho a resposta, mas reflita, como você costuma reagir
aos elogios que recebe, se você tivesse que falar cinco qualidades em
público, ficaria a vontade?
Se você tem filhos, sobrinhos ou teve a oportunidade de acompanhar o
crescimento de alguma criança de algum amigo ou parente vai entender o
que vou contar.
Quando a criança está aprendendo a andar como é a cena? Ela acorda um
belo dia e sai andando? Acredito que não, primeiro ela fica deitadinha
mexendo a cabeça, depois começa a engatinhar, depois com a ajuda de
seus dedos indicadores ela agarra com aquela mãozinha fofa e você vai
conduzindo a criança. Até que o grande momento acontece! Você a solta
para ela dar seus primeiros passos sozinha. Que maravilha! Ela sai
andando né!? Não? Não! Ela dá um ou dois passos tropeça e cai, nesse
momento o que você faz? O que você diz a ela? Algo mais ou menos assim:
"Levanta imbecil, anda direito!" É isso que você diz? Acredito que não,
a grande maioria diz algo parecido com isso: "Parabéns campeão (pegando
a criança no colo) muito bem, você é lindo, que beleza, papai te ama ou
mamãe te ama"!
Provavelmente você também ouviu algo parecido quando começou a andar.
Logo em seguida o que acontece? Mais uma tentativa e outra e mais
outra, até que um belo dia essa criança que até pouco tempo atrás,
dependia de você para ir e vir, começa a andar, a correr, a pular e
fica independente de você para isso.
Excelente! O que você fez durante o processo? ELOGIOU! Elogiou muito!
O mais interessante é que você elogiou o processo todo, não apenas o
final dele. Você elogiou mesmo quando as coisas não estavam perfeitas,
você não esperou a criança andar perfeitamente para elogiar, você
elogiou os pequenos progressos.
Esse é o poder do elogio, acender o brilho nos olhos das pessoas, é
como adrenalina, quanto mais você sente mais quer fazer, mais quer ter
aquela sensação boa. Não sabemos quem fica melhor, se é quem elogia ou
quem é elogiado. Se for algo que faz bem para todos, por que não fazer
mais?
Experimente hoje, esse é o desafio, focalizar nas qualidades e
enfatizá-las, repreender quando for preciso, mas ao observar alguém
fazendo algo bom, verbalize isso para a pessoa. Não apenas na conclusão
de um trabalho, mas e principalmente nos pequenos progressos diários.
Não esperem que as pessoas que trabalham ou convivem com você atinjam a
perfeição para que você elogie, se você esperar pela perfeição, talvez
espere para sempre.
Forte abraço, Gustavo Falcão
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