|
|
|
PALESTRANTE DE VENDAS DIEGO BERRO -
Fale Menos E Venda Mais
Publicado em 28/07/2009 às 13:51:32
Escrito por DIEGO BERRO
"Só se vê bem com o coração; o essencial é invisível aos olhos"
(Saint-Exupéry no livro O Pequeno Príncipe)
Uma pesquisa realizada pelo National Retail Merchants Association constatou que 68% dos clientes fogem das empresas por problemas de postura no atendimento. Portanto, o vendedor precisa desenvolver suas habilidades comunicativas para criar um vínculo harmonioso e um relacionamento pautado na confiança com o cliente, maximizando a chance de fidelizar clientes e vender mais.
Muitos vendedores, no entanto, acreditam no paradigma que preconiza que o bom profissional de vendas é aquele que fala muito, usando de todas as técnicas de persuasão para convencer o cliente a comprar determinado produto ou serviço. Os vendedores que agem assim, muitas vezes não conseguem criar um vinculo baseado na segurança, honestidade e transparência com o cliente, pois seu empenho em querer manipular o cliente à suas idéias gera receio, desconfiança e um relacionamento superficial com o cliente.
Para que os vendedores desvencilhem-se do estigma "bom de papo", é essencial a diferenciação do falar bem x falar muito. De acordo com Roberta Medeiros, fonoaudióloga especialista em comunicação empresarial, falar bem significa entender, compreender as expectativas do cliente, saber escolher as palavras certas e as abordagens discursivas apropriadas ao contexto e ao interlocutor, sempre buscando ser objetivo, coerente e coeso. Neste momento, tenha certeza, a comunicação será eficaz e gerará sintonia entre os interlocutores por meio da empatia e compreensão mútua. O termo empatia deriva da palavra grega EMPATHÉIA, que significa entrar no sentimento. Portanto, EMPATIA é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, procurando sempre entender as suas necessidades, os seus anseios e os seus sentimentos.
É fundamental compreendermos que cada ser humano forma uma percepção única e diferenciada do mundo em que vive, influenciados basicamente por suas interpretações, sensações, experiências anteriores, preferências, valores, crenças e critérios pessoais, baseados em sua própria experiência de vida.
No exato momento que compreendemos essa relação de subjetividade, passamos a ter mais claro em nossa mente à importância de sermos empáticos com nossos clientes, procurando compreender exatamente o que passa na cabeça do cliente, suas necessidades, expectativas e como atende-las da melhor maneira possível com ética e responsabilidade.
Muitos vendedores, ao falarem mais do que ouvem, acabam expondo em demasia suas opiniões pessoais, suas preferências, em vez de ouvir mais o cliente para poder entrar em sua realidade e satisfazer as suas necessidades. Em muitos momentos os vendedores esquecem de que suas preferências podem ser totalmente opostas as do cliente. Em muitos momentos parece que os vendedores querem satisfazer suas próprias necessidades e não as do cliente.
Quando o vendedor apenas fala para o cliente e não realiza a ação de ouvir, haverá uma tendência a exposição em demasia de suas opiniões e preferências pessoais, deixando cada vez mais distante a satisfação e fidelização do cliente. Portanto, tenha sempre em mente que a comunicação do vendedor deve se adequar a do cliente conforme as necessidades deste e não da sua.
"Cada um de nós vê nos outros aquilo que carregamos em nosso próprio coração".
(Ralph Waldo Emerson)
Para sermos empáticos, precisamos ser humildes a ponto de deixarmos de lado, ao menos por um momento, nossos preconceitos e preferências, evitando julgar o outro a partir de nossas referências e valores pessoais. Não basta apenas conhecer bem o produto ou serviço, mas o mais importante é demonstrar interesse genuíno em relação às necessidades dos clientes e atendê-las. O cliente deseja se sentir importante e respeitado.
"Você pode fazer muito mais amigos em dois meses interessando-se pelas pessoas do que conseguiria em dois anos tentando fazer as pessoas se interessarem por você".
(Dale Carnegie)
A melhor maneira de envolver o cliente e fazê-lo sentir compreendido, para criar um conexão profunda com o cliente, é demonstrar interesse em satisfazer suas necessidades através da habilidade de ouvir.
Muitas vezes "ouvimos" o cliente com nossa atenção voltada principalmente para nós mesmos e não para a outra pessoa. Não prestamos atenção nas palavras, no tom da sua voz, na aceleração ou não das palavras, tão pouco no significado que estas ações podem representar. Não prestamos atenção nas palavras nem no significado da mensagem do nosso cliente ou ouvimos as palavras, mas não entendemos o seu sentido mais profundo. Quando ouvimos de forma passiva e superficial, tendemos a deixar as pessoas com raiva porque elas percebem que não estão sendo ouvidas e que seus sentimentos não estão sendo compreendidos.
A situação piora quando se interrompe a fala do cliente, demonstrando extrema ansiedade em expor suas idéias. Assim, imediatamente se passa a imagem de que suas idéias são mais importantes do que a de seu cliente e de que você não está interessando no que seu cliente pensa, nem ao menos em satisfazer suas necessidades. Interromper a fala do cliente gerará uma antipatia imediata.
É preciso estar totalmente envolvido no processo de comunicação, ouvindo atentamente o cliente e buscando se colocar no lugar do outro, tentando ver as coisas sob o ponto de vista dele. Quando ouvimos atentamente, não tentamos avaliar a outra pessoa, mas sim elevar nossos pensamentos e sentimentos para dar toda atenção a ela. Assim, ao sentir-se compreendido, o cliente tende a confiar no vendedor, estabelecendo rapport (empatia, confiança e credibilidade), fazendo com que, após esse acompanhamento, o cliente fique sublinarmente mais suscetível a aceitar uma sugestão do vendedor e mais aberto em seguir seus conselhos.
Reprodução autorizada desde que mantida a originalidade na integra do texto, mencionado o autor (Diego Berro), seu currículo e o site (www.diegoberro.com.br), e comunicada sua utilização através dos e-mails: diego_berro@hotmail.com e contato@diegoberro.com.br
Site: http://www.diegoberro.com.br
Entrevista Inédita Sobre Qualidade De Vida No Trabalho
Publicado em 03/07/2009 às 05:03:32
Escrito por DIEGO BERRO
Entrevista inédita sobre
Qualidade de Vida no Trabalho concedida por Diego Berro ao JORNAL VALE
PARAIBANO* que será publica no próximo dia 30 no caderno especial do
jornal que tem tiragem distribuída em mais de 40 cidades de São Paulo.
JORNAL VALE PARAIBANO - Qual o conceito de qualidade de vida no trabalho?
Diego Berro - De acordo com a OMS (Organização Mundial
da Saúde), qualidade de vida nada mais é do que a percepção do
indivíduo sobre sua posição no mundo, no contexto da cultura e no
sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos,
expectativas, padrões e preocupações. A qualidade de vida, portanto é
um estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas a
ausência de doenças.
Estas partes não podem ser separadas, pois as dimensões físicas,
emocionais, sociais, espirituais e intelectuais estão intimamente
inter-relacionadas. O equilíbrio, a integração e a harmonia entre estas
dimensões representam no contexto mais profundo a Qualidade de Vida.
Qualidade de Vida no trabalho, portanto, pode ser definida como uma
forma de pensamento envolvendo pessoas, trabalho e organizações, onde
se destacam dois aspectos importantes: a preocupação com o bem-estar do
trabalhador e com a eficácia organizacional.
Segundo o Modelo de Walton, algumas variáveis devem ser consideradas na avaliação da QVT:
compensação justa e adequada, condições seguras e saudáveis de
trabalho, oportunidade de contínuo crescimento e segurança, integração
social na organização do trabalho, congruência do trabalho com o espaço
total da vida (equilíbrio entre vida profissional e familiar), etc.
JORNAL VALE PARAIBANO - Quais os benefícios para o empresário/empresa de criar condições para promover essa qualidade?
Diego Berro - Diversas pesquisas e cases de sucesso,
apontam que a implementação de programas de qualidade de vida nas
empresas, diminuem os índices de absenteísmo (faltas no trabalho), turn
over (rotatividade de pessoal), diminuem os índices de acidentes no
trabalho, os custos com assistência médica, entre outros, o que além de
gerar uma melhor imagem da empresa no mercado devido a sua cultura de
qualidade de vida como diferencial competitivo, melhora o ambiente de
trabalho, fazendo com que os colaboradores trabalhem mais integrados e
motivados. A empresa ganha em todos os sentidos. Aumenta diretamente a
produtividade e diminui a rotatividade dos funcionários. Isso
representa lucro para empresa, pois os gastos contratuais da rescisão
de um funcionário, somados aos gastos para a seleção de um novo, seu
processo de contratação e treinamento, quando somados representam uma
grande perda de recursos.
JORNAL VALE PARAIBANO - Como convencer o empresário de que vale a pena?
Diego Berro - Todos os anos a Revista Exame aplica e
divulga a pesquisa nacional: Guia Você S/A - Exame - As 150 Melhores
Empresas para Você Trabalhar. O estudo é feito em parceria com a FIA
(Fundação Instituto de Administração) e na sua 12ª edição (2008) a
multinacional sueca, Volvo foi considerada a melhor empresa para se
trabalhar no Brasil. Não é difícil entender por que a Volvo é a melhor
empresa para se trabalhar no Brasil. A empresa é referência em tudo que
envolve gestão de pessoas, do desenvolvimento à qualidade de vida. Para
garantir a boa saúde dos funcionários, a empresa oferece uma equipe
médica com diferentes especialistas, em tempo integral, além de um
excelente plano de saúde e odontológico, auxílio de 70% na compra de
medicamentos, óculos de grau e lentes de contato, e programas de
combate ao tabagismo e ao estresse.
Destaque neste ano na categoria Saúde do Guia, a Eurofarma desenvolve
ações simples a programas estruturados, garantindo uma vida equilibrada
ao seu grupo de colaboradores. A empresa, por exemplo, incentiva que o
funcionário se desligue totalmente da empresa no período de férias
para, realmente descansar. O laboratório também oferece academia de
ginástica a valor simbólico de um quilo de alimento não perecível como
mensalidade, o que estimula a adesão de funcionários. Há acompanhamento
com personal trainer e nutricionista, alimentação diferenciada para
quem precisa e salão de beleza, entre outros.
Com essas ações o crescimento da empresa é notável. A empresa já é um
dos três maiores laboratórios do mercado brasileiro e busca é estar em
breve entre as três melhores companhias do ramo e conquistar 90% do
mercado latino-americano.
Mais do que valorizar um bom ambiente de trabalho, a pesquisa desse ano
mostrou que o sentimento de orgulho em pertencer à determinada empresa
está atrelado a práticas consistentes de gestão de pessoas e qualidade
de vida no trabalho.
De acordo com uma pesquisa aplicada por Eliete Bernal Arellano em sua
tese de doutorado defendida na FCF/FEA/FSP com o tema: Avaliação dos
programas de qualidade de vida no trabalho - análise crítica das
práticas das organizações premiadas no Brasil, concluiu-se que 72% das
organizações tiveram diminuição do índice de turn over no período
posterior à implantação do programa de qualidade de vida e 40% tiveram
diminuição do índice de absenteísmo.
Portanto, as próprias experiências de sucesso das grandes empresas no
que diz respeito a implementação de programas de qualidade de vida
devem estimular outros empresários a adotar essa política.
JORNAL VALE PARAIBANO - E para os funcionários? Quais os benefícios?
Diego Berro - Ao participar destes programas, o
colaborador melhora sua saúde e trabalha mais motivado. Melhora a
resistência a doenças e o relacionamento interpessoal além de melhorar
a eficácia e concentração no trabalho. Através da multiplicação de
conhecimentos em treinamentos e palestras de Qualidade de Vida, o
colaborador fica mais apto a administrar melhor e resistir ao estresse,
melhorando sua auto-estima e tendo um maior controle emocional, além de
contribuir para a melhora de suas relações ergonômicas no trabalho,
prevenindo a LER (Lesão por Esforço Repetitivo), melhorando a
concentração no trabalho, entre outros.
JORNAL VALE PARAIBANO - Como o empresário pode 'medir' o nível da qualidade de vida na sua empresa?
Diego Berro - Avaliar o bem-estar e a qualidade de
vida é uma atividade cada dia mais importante dentro das organizações
devido a importância do tema para o equilíbrio entre o paradoxo:
interesses organizacionais X interesses pessoais dos colaboradores.
Para isso, existem diversos instrumentos desenvolvidos em todo mundo
para se avaliar os índices de Qualidade de Vida nas empresas. Países
como Estados Unidos e Inglaterra desenvolvem constantemente
instrumentos que possibilitem essa atividade. No entanto, a utilização
desses instrumentos em países diferentes foi durante muito tempo alvo
de críticas pelo fato de não haver até então um instrumento que
avaliasse a qualidade de vida dentro de uma perspectiva transcultural.
Isto motivou a OMS (Organização Mundial da Saúde) a desenvolver um
instrumento com essas características. Surgiu então a necessidade da
criação de um instrumento que fosse capaz de avaliar a QV dentro de uma
perspectiva genuinamente internacional. Foi desenvolvido então, o
WHOQOL-100 (World Health Organization Quality of Life), disponível em
vinte idiomas. É um instrumento auto-explicativo e possui seis domínios
(psicológico, físico, nível de independência, relações sociais,
ambientes e espiritualidade/crenças pessoais). O questionário completo
possui 100 questões. A necessidade de um instrumento mais curto para
uso em extensos estudos epidemiológicos fez com que a OMS desenvolvesse
a versão abreviada com 26 questões, o WHOQOL - Bref. Ambos os
questionários estão disponíveis para download em meu site:
www.diegoberro.com.br ou através de solicitação pelos e-mail:
diego_berro@hotmail.com e contato@diegoberro.com.br
JORNAL VALE PARAIBANO - Os funcionários costumam
apresentar algum comportamento ou sintoma quando há a ausência de
condições satisfatórias para o trabalho?
Diego Berro - De acordo com nossa parceira de
trabalho, Priscilla de Souza Alves, enfermeira carioca, especialista em
enfermagem do trabalho, dois principais problemas ligados a qualidade
de vida atingem as empresas: o Absenteísmo, ausência temporária no
trabalho por motivo de doença, gerando baixa produtividade nas empresas
e o Presenteísmo que acontece quando o colaborador esta fisicamente
presente no ambiente de trabalho, porém, mental e emocionalmente
ausente.
Estas vítimas não faltam ao trabalho, mas apresentam sintomas como
dores de cabeça, dores nas costas, irritação, alergias, dores
musculares, cansaço, ansiedade, angústia, irritação, depressão,
insônia, estresse, distúrbios gástricos, etc.. Com isto, há queda da
produtividade e prejuízos para a empresa.
Estatísticas revelam que 40% dos afastamentos nas empresas são
motivados por pequenas doenças e mal-estar, como gripes, dores nas
costas, entorses, que podem ser evitados por um bom condicionamento
físico.
Um estudo realizado pelo Institute for Health and Productivity Studies,
dos Estados Unidos, mostrou que as empresas brasileiras chegam a perder
42 bilhões de reais/ano, o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto,
devido à presença de funcionários doentes apresentando falta de
rendimento nas suas atividades e calcula-se também que o custo
relacionado com presenteísmo chegue a 150 bilhões de dólares, nos
Estados Unidos, por ano.
JORNAL VALE PARAIBANO - O que o chefe ou empresário pode fazer para criar um programa de qualidade de vida no trabalho?
Diego Berro - Em primeiro lugar é preciso que a idéia
ou parta da diretoria da empresa ou que a mesma esteja totalmente
aberta à implementação dos projetos sugeridos pelo gestor de pessoas da
empresa. Na verdade a comunicação interpessoal entre esses níveis da
hierarquia na empresa é o principal desafio para que um programa de
qualidade de vida no trabalho tenha sucesso. Na verdade, o sucesso dos
programas de qualidade de vida depende, por um lado, do comprometimento
dos colaboradores em estar dispostos a mudanças comportamentais quanto
aos hábitos saudáveis e, por outro lado, da empresa em poder fornecer
condições necessárias para que essas mudanças aconteçam.
A empresa deve buscar favorecer uma comunicação aberta ao diálogo
através de uma política de feedback, além de estruturar programar
contínuos de treinamentos e palestras, abordando temas de
desenvolvimento de forma global, isto é, considerando os aspectos
biológicos, psicológicos, sociais e espirituais do ser humano.
Para que os programas sejam eficazes é preciso também que ele parta da
realização de uma pesquisa sobre o perfil dos colaboradores e suas
reais necessidades e uma implantação de ações contínuas a curto, médio
e longo prazos e avaliações constantes sobre os resultados do programa
avisando as correções necessárias para se atingir o objetivo final.
Todas as ações que revertam-se em benefícios à saúde dos funcionários
são válidas. É preciso que as empresas tenham a consciência que a
qualidade de vida no trabalho é muito mais do que a prática de
atividades físicas e uma alimentação adequada. Um grande amigo, Paulo
Dunningham, extraordinário palestrante motivacional, sabiamente costuma
dizer que qualidade de vida é ter plena consciência dos benéficos à
saúde que essa escolha trará para as pessoas e um meio para que a
empresa possam aproveitar melhor o potencial dos seus colaboradores.
JORNAL VALE PARAIBANO - Cite algumas ações para proporcionar qualidade de vida que dão resultados a curto/médio prazo.
Diego Berro - De acordo com uma pesquisa realizada em
2007 entre as 44 Empresas premiadas pela Associação Nacional de
Qualidade de Vida no Trabalho de 1996 a 2006 as principais práticas
premiadas em Programas de Qualidade de Vida no Brasil, foram
respectivamente:
1. Gerenciamento do Estresse - 29,6% Através de
programas como: massagem expressa, Sala de descompressão, reflexologia,
workshops, palestras e vivências, atendimento psicológico em rede
credenciada, yoga, shiatsu, curso sobre gerenciamento do estresse,
massagem anti-estresse, exercícios de relaxamento e massagem
bioenergética.
2. Assistência Psicológica - 18,5% Através de programas
como: orientação por telefone, tratamento em psiquiatria, atendimento
por psicóloga contratada, extensivo aos familiares e orientação
vocacional.
JORNAL VALE PARAIBANO - O que o próprio funcionário pode fazer para melhorar a qualidade de vida dele e dos demais no trabalho?
Diego Berro - Já o colaborador deve se comprometer em
cultivar um estilo de vida saudável, o que faz uma grande diferença
para seu rendimento no mercado de trabalho. É preciso adquirir uma
condição física boa e manter a saúde sempre em dia, por meio de
exercícios e de uma alimentação equilibrada.
Cuidar dos aspectos emocionais e psicológicos também é indispensável, o
que inclui uma atenção muito especial à questão da auto-estima. Guardar
um tempo para curtir momentos de lazer e conectar-se com o lado
espiritual é essencial. O importante é saber conciliar afazeres
profissionais com a vida pessoal, dedicar-se a si mesmo e aos
familiares.
JORNAL VALE PARAIBANO - Qual o ambiente de trabalho ideal? Como seria a 'empresa dos sonhos'?
Diego Berro - Sem dúvida a empresa dos sonhos
conseguiria conciliar equilibradamente os interesses organizacionais
com os interesses de cada colaborador.
A empresa ideal é aquela que torna o profissional produtivo, saudável,
ativo e sonhador. A empresa ideal é aquela que oferece em sua gestão de
pessoas, diretrizes iguais para todos, sem distinção de cargo,
reconhecimento, oportunidades de carreira e treinamento, programas de
qualidade de vida, ambiente de trabalho agradável, clareza e abertura
na comunicação interna, salário compatível e ótimo clima organizacional
como conseqüência disso tudo.
Parece utópico, mas alguns empresários precisam acordam que os
profissionais atualizados e motivados pela função que exercem não
buscam apenas um bom salário e sim sua satisfação pessoal e
profissional, o que significa ter uma proposta de trabalho com projeção
e planejamento de carreira com perspectivas de crescimento e outros
reconhecimento em forma de benefícios, inclusive através de palestras e
treinamentos.
JORNAL VALE PARAIBANO - Cite um case de sucesso.
Diego Berro - Em 2006 tive a oportunidade de ministrar
uma série de palestras de Qualidade de Vida durante a SIPAT (Semana
Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho) na empresa BS Colway
Pneus em Piraquara na grande Curitiba, no Paraná e conhecer seu
programa de incentivo a uma melhor qualidade de vida.
Além de desestimular o hábito de fumar na empresa, a Bs Colway reduziu
a carga horária de trabalho diária e implementou uma academia de
ginástica no chão da fábrica, com personal trainers para orientar os
funcionários.
Participando com freqüência da academia, os funcionários recebem um
prêmio de R$130,00 (e mais o equivalente a R$20,00 mensais, acumulados
a cada seis meses), mais R$50,00 para que utilizem bem o plano de saúde
médico-odontológico, que prevê exames preventivos regulares e visitas
ao dentista em períodos nunca maiores que seis meses.
Como resultado, na BS Colway as faltas ao trabalho são raras e os
índices de algum tipo de lesão causada por esforço repetitivo ou má
postura diminuíram de 18% para 5,5% além de gerar um clima
organizacional extraordinário, favorecendo a motivação e o aumento da
produtividade que teve como resultado 37% de aumento de produtividade
em relação aos seus concorrentes do setor.
JORNAL VALE PARAIBANO - Por que muitas empresas ainda não acordaram para a importância de promover a qualidade de vida no ambiente de trabalho?
Diego Berro - No contato direto que temos com
empresários diariamente por todo Brasil, percebemos que existem vários
fatores que fazem alguns empresários terem a visão fechada quanto a
fazer investimentos na promoção da qualidade de vida no ambiente de
trabalho. Entre várias características que percebemos no nosso
dia-a-dia, vamos apontar duas:
1. Imediatismo: A primeira característica que quero
levantar é o imediatismo excessivo de alguns empresários. Alguns
empreendedores exigem resultados concretos imediatos e desistem logo
caso não os vejam aparecer, assim acabam elevando a importância das
ações de curto prazo sem levar em conta os impactos que estas terão no
valor da empresa em longo prazo. Portanto, ao pensar assim, acreditam
que esses programas não trazem resultados. Nesta manha estive em
reunião com um empresário na cidade de Vassouras, no interior do Rio de
Janeiro. Nesta ocasião estávamos propondo justamente uma palestra de
Qualidade de Vida, na qual não foi aceita pelo empresário com o
argumento de que a empresa havia realizado num outro momento uma
palestra e não havia surgido os resultados que ele esperava. Muitos
empresários desistem do investimento pois esperam resultados milagrosos
há curtíssimo prazo, quando sabemos que todo programa que visa melhoria
da qualidade de vida deve ser de preferência continuo, pois visa
maiores resultados a médio e longo prazo. O imediatismo tira a visão de
futuro do empresário.
2. Procrastinação: É o diferimento ou adiamento de uma
ação. Vejo muitos empresários pequenos crescem justamente por
investirem enquanto ainda sao pequenos. Assim, crescem. Mas alguns
pequenos empresários sempre adiam as decisoes de investir em programas
de qualidade de vida por exemplo, alegando que nao tem estrutura e que
quando ficarem grandes vao investir. O fato é que muitos, ao pensarem
assim, deixam de fazer diversos outros investimentos na empresa,
procrastinando, estagnam o crescimento da empresa. Isso é mais comum do
que se imagina. Portanto, a dica aos pequenos é: Invita hoje para
colher os resultados e tornar-se grande amanha.
* Jornal Vale Paraibano - www.valeparaibano.com.br
Fundado em janeiro de 1952 em São José dos Campos, o valeparaibano
circula diariamente nos municípios do Vale do Paraíba, Serra da
Mantiqueira e Litoral Norte de São Paulo, com tiragem média de 20 mil
exemplares em dias úteis e 32 mil exemplares aos domingos.
* Diego Berro - Practitioner e Máster Practitioner em
Programação Neurolingüística (Porto Alegre-RS); Graduando em Gestão
Empresarial pelo FGV/EBAPE - Escola Brasileira de Administração Pública
e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro - RJ) .
Palestrante de Vendas, PNL, relações interpessoais e qualidade de vida.
Reprodução autorizada desde que
mantida a originalidade do texto, mencionado o autor(Diego Berro), seu
mini-currculo e o site (www.DiegoBero.com.br), e comunicada sua
utilização através dos e-mails: diego_berro@hotmail.com e
contato@diegoberro.com.br
Palestrante de Vendas Diego Berro - Palestras e Treinamentos de Vendas e Programação Neurolinguística.
www.diegoberro.com.br
Como Conquistar E Manter Clientes
Publicado em 12/05/2009 às 00:59:20
Escrito por DIEGO BERRO
Hoje, muitas empresas têm buscado desenvolver uma relação de fidelidade
cada vez maior para com seus clientes, tendo em vista que uma empresa
gasta, em média, cinco vezes mais para atrair novos clientes do que
para manter os antigos. Assim, a fidelidade do cliente vale, na maioria
dos casos, dez vezes o preço de uma venda isolada.
No passado não existia tanta preocupação em satisfazer
plenamente o cliente, uma vez que não havia a mesma concorrência de
hoje e os produtos das empresas concorrentes tinham uma qualidade que
tendia à semelhança.
É claro que a situação mudou. Em um mercado altamente
competitivo é preciso dar ênfase não apenas para a venda, mas também em
desenvolver relacionamentos.
Muitos gerentes e vendedores acreditam que o mais importante é
fazer vendas, e não há dúvida de que isso é importante, mas efetuar
vendas gera receita em curto prazo, enquanto conquistar clientes gera
receita a curto, médio e longo prazo.
As empresas estipulam metas atrás de metas na busca por novos
clientes e, muitas vezes, pecam em não dar a mesma atenção aos clientes
antigos.
Outro erro muito comum é não colocar em prática um conceito de
pós-venda. Os vendedores, para atingir metas, empurram a venda,
persuadindo e manipulando o cliente. Esse tipo de venda que reprime não
ganha clientes, aliás, os afasta, pois uma vez que adquirem um produto
somente pelo estado emocional, pelo momento, pela empolgação, tendem a
acordar de manhã arrependidos da compra. Muitos sentem-se enganados
pelo vendedor e não voltam mais à empresa.
É preciso descobrir exatamente o que o cliente quer ou do que
precisa e ver se pode atendê-lo com seu produto ou serviço. Vender gera
lucro. Ajudar as pessoas a comprar gera clientes. Gerar clientes é
gerar lucro através dos relacionamentos.
Philip Kotler afirma, em Administração de Marketing,
que os consumidores que estiverem apenas satisfeitos estarão dispostos
a mudar quando surgir uma oferta melhor. Os plenamente satisfeitos
estão menos dispostos a mudar, e a alta satisfação ou o encanto cria
afinidade emocional com a marca. O resultado será a alta lealdade do
consumidor.
Para chegar à excelência, é preciso colocar em prática, atitudes excelentes que geram resultados:
Treine seus colaboradores - Cada vez que um cliente entra em
contato com a empresa, sai com uma impressão melhor ou pior a respeito
dela. Para o cliente, o funcionário que o atende representa a empresa.
Uma pesquisa que investigava por que as empresas perdem clientes
constatou o seguinte:
» 3% se mudam. » 5% desenvolvem outros contatos. » 9% mudam por razões competitivas. » 14% estão descontentes com o produto. » 69% deixam de ser clientes devido a uma atitude de
indiferença em relação a eles, por parte do proprietário, do gerente ou
de algum funcionário.
É preciso treiná-los para um atendimento de excelência, mas é
preciso também valorizá-los e gratificá-los. Somente um funcionário
satisfeito com a empresa conseguirá um resultado extraordinário no
atendimento aos clientes.
Personalize o atendimento e descubra o que o cliente deseja -
Desenvolva um relacionamento especial com seus clientes e trate cada um
deles de forma diferenciada. Os clientes compram sua satisfação pessoal
e soluções para problemas.
O grande objetivo é saber como oferecer exatamente o que o
cliente precisa. Para isso, é preciso avaliar ao máximo o perfil de
cada um e personalizar o atendimento de acordo com a preferência do
cliente.
Ofereça algo que ninguém mais ofereça. Cada cliente é um
indivíduo especial e deseja ser tratado como tal, por isso descubra e
satisfaça suas necessidades.
Vários aspectos influenciarão na sua compra: sua
personalidade, desejos e razões. E, na medida em que você o tratar como
alguém especial e ajudá-lo a resolver os problemas, eles continuarão
sendo clientes fiéis.
Obtenha feedback freqüentemente - Em média, uma empresa
ouve apenas 4% de seus clientes insatisfeitos. Os outros 96% nunca irão
reclamar para sua empresa que estão insatisfeitos ou que foram mal
atendidos. Eles simplesmente não voltam e você não tem a chance de
descobrir em que errou e como fazer para melhorar.
Por isso, procure sempre avaliar a satisfação de seus clientes
e ex-clientes. É preciso saber por que perdeu aquele cliente. Ouça os
4% que reclamaram para você, pois eles podem estar lhe dando uma chance
para reconquistá-lo e para que a empresa melhore.
Segundo Michael Le Boeuf, autor de Como Conquistar Clientes e Mantê-los para Sempre,
70% dos clientes que reclamaram comprarão novamente de você, se
resolver o problema em favor deles, e 95% comprarão novamente se o
problema for resolvido imediatamente.
Encante o cliente - Faça algo a mais do que o cliente espera.
Nesta semana estava com um amigo em Curitiba. Fazia muito calor e eu,
então, dei a idéia de tomarmos algo gelado para saciar a sede. No mesmo
instante que sugeri, Ronaldo, meu amigo, disse ter lembrado de um caldo
de cana servido na rua que, segundo ele, era o melhor do bairro. Ao
chegar lá, havia uma fila de pessoas enquanto outros concorrentes
estavam ociosos. Ao chegar percebi o segredo do sucesso daquele pequeno
comerciante.
Enquanto seus concorrentes ofereciam o caldo de cana
tradicional, aquele senhor, atento às tendências, oferecia a opção de
vários sucos de frutas misturados ao caldo de cana. Eu já havia
experimentado em alguns lugares o caldo de cana com limão e com
abacaxi, mas aquele senhor foi além dos concorrentes e encantava seus
clientes oferecendo também a opção de morango, goiaba e outras frutas.
Bastou acrescentar alguns centavos, aumentando o leque de opções de
frutas para fidelizar sua clientela. Seu diferencial competitivo é a
criatividade de surpreender e encantar seus clientes.
Quando surpreende-se o cliente positivamente, você o fideliza.
Quando eu estiver novamente naquela região e sentir vontade de tomar um
caldo de cana, onde você acha que vou? Independentemente do seu
segmento, procure sempre criar novos produtos e serviços, melhorando os
já existentes.
Em um mercado tão competitivo e desleal em que grandes
empresas compram em grande quantidade, negociando melhor e
conseqüentemente vendendo a menor preço, colocando em risco as pequenas
empresas, ganhe da concorrência pela qualidade no atendimento e
relacionamento com os clientes. Independentemente de onde você trabalha
ou de qual seja o segmento da sua empresa, faça o melhor todos os dias
para atender às necessidades de seus clientes e encantá-los. Porque a
verdade é uma: um cliente satisfeito é a melhor estratégia de negócios.
Matéria publicada no Portal Venda Mais em: 26/03/2007
http://www.vendamais.com.br/php/materia.php?id=41826
|
|
|
|
|
|