Cursos de Coaching e Treinamentos para Líderes - SLAC Coaching
Sábia Experience
Artigos ABTD
Na arena
http://www.abtd.com.br - Data da Publicação: 09/07/2017

Por TOM COELHO

“Um homem perfeito não deve ser muito bom.”

 

(Cristina Paiva)

Kaizen. Os japoneses introduziram esta palavra no vocabulário corporativo em meados do século XX por ocasião de sua revolução industrial pós-guerra.

Traduzida literalmente por “melhoria contínua”, consiste numa filosofia aplicável tanto na vida profissional quanto pessoal. É como um mantra a nos guiar, dizendo: “Faça hoje melhor do que ontem; e amanhã, melhor do que hoje”.

Baseados nisso, buscamos em nosso trabalho estabelecer indicadores de performance capazes de nos sinalizar sobre a qualidade de nossos comportamentos e ações. Os instrumentos utilizados vão de um mero diálogo com os colegas até avaliações formais, as chamadas avaliações 360 graus, associadas às pesquisas de clima organizacional. Há quem faça isso com critério e responsabilidade. Mas há também quem as realize e nem sequer apresente aos seus funcionários o resultado adequadamente tabulado.

No fundo, o que todos buscamos é aceitação. Queremos ser referendados socialmente por nossos pares (reconhecimento) e por nós mesmos (autoestima). É da natureza humana.

Quem atua com treinamento, por exemplo, costuma ter o bom hábito de finalizar os eventos solicitando o preenchimento de um questionário de avaliação. O formulário procura identificar o nível de satisfação dos participantes com relação a aspectos diversos como organização, atendimento, infraestrutura, conteúdo programático e, obviamente, desempenho do facilitador.

Tenho colecionado algumas experiências interessantes a esse respeito. Toda pesquisa realizada apresenta uma maioria a manifestar alegria e entusiasmo com o trabalho presenciado. Fazem depoimentos grandiosos que nos enaltecem. A estes, somos muito gratos, porque nos afagam o ego.

Há também quem demonstre descontentamento, desfilando de maneira pontual seus motivos. Podemos acatar suas alegações, dependendo da solidez de seus argumentos, e diante disso melhorar e crescer. Ou podemos discordar, descartando o dito. A esses, também somos muito gratos, porque nos fazem refletir.

Mas quase sempre há uns poucos pernósticos que optam não apenas por avaliar negativamente, mas deliciam-se em denegrir ambiente, pessoas, forma e conteúdo. Eles não dizem o porquê, ou, quando o fazem, também não apontam o como. Têm por objetivo não construir, mas sim destruir.

Quem faz uma pergunta deve estar preparado para receber uma resposta, qualquer seja ela. Pessoalmente, ao lançar mão de um levantamento estatístico, estou em busca do meu kaizen. Não espero respostas que me agradem, mas que me possibilitem tornar-me melhor. Também não anseio – e não desejo – atingir a nota máxima, a burra unanimidade anunciada por Nelson Rodrigues. Afinal, se um dia atingi-la, haverá uma única direção a seguir: a da decadência. Um homem perfeito não pode ser bom...

Mas é inaceitável a crítica pura que desdenha e apequena. O comentário sórdido e jocoso de quem não teve a coragem de fazê-lo em público e se recolhe no anonimato para semear destemperança. A estes, não podemos ser gratos. A eles, cito Theodore Roosevelt, em discurso proferido em Paris, em 23 de abril de 1910, na Universidade Sorbonne:

Não é o crítico que conta: o crédito pertence ao homem que está realmente na arena, cujo rosto está sujo de poeira, suor e sangue; que se esforça corajosamente; que fracassa repetidas vezes, porque não há esforço sem obstáculos, mas que realmente se empenha para realizar as tarefas; que sabe o que é ter grande entusiasmo e grande devoção e que exaure suas forças numa causa digna; que no final descobre o triunfo das grandes realizações e, caso venha a fracassar, ao menos fracassa ousando muito, de forma que seu lugar nunca será junto às almas frias e tímidas que não conhecem nem a vitória nem a derrota”.

Por isso, esteja atento às críticas, mas também aos comentários, por vezes fortuitos, desferidos como se não houvesse pretensão alguma de lhe atingir. Eles podem guardar consigo a semente da discórdia, regados por aqueles que se apresentam como se fossem amigos, mas que tencionam, na verdade, tomar seu lugar no púlpito. E que não medirão esforços para fazê-lo.

* Tom Coelho é educador, palestrante em gestão de pessoas e negócios, escritor com artigos publicados em 17 países e autor de nove livros. E-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

Frases

Quem faz uma pergunta deve estar preparado para receber uma resposta, qualquer seja ela. Pessoalmente, não espero respostas que me agradem, mas que me possibilitem tornar-me melhor. (Tom Coelho)

Tom Coelho atua como palestrante profissional há 14 anos, tendo ministrado mais de 700 apresentações para um público presencial superior a 120 mil pessoas. É reconhecido por sua versatilidade em lidar com temas variados, desenvolvendo trabalhos plenamente customizados. Sua metodologia dinâmica e envolvente cativa a plateia e garante resultados excepcionais.
REDES SOCIAS
ASSOCIADO
FIQUE SÓCIO - ABTD
SBPNL
Spin ? Learning By Design
© Copyright 1999 - 2017 - Política de Privacidade - Todos os direitos reservados à ABTD Nacional - Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento
Rua Machado Bittencourt, 89 - Vila Mariana - CEP: 04044-000 - São Paulo - SP - Tel/Fax: (11) 5085-2283. abtd@abtd.com.br

Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião da ABTD e de seus diretores.
Os textos cadastrados são de responsabilidade exclusiva dos seus respectivos autores.