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Equipes de alta performance - Uma estratégia para acelerar resultados
http://www.abtd.com.br - Data da Publicação: 25/10/2018

Por CLÁUDIO QUEIROZ

Os desafios que se apresentam para as empresas as estimulam a implementar estratégias disruptivas em menor tempo possível, com elevado nível de excelência. Um dos fatores críticos de sucesso para o alcance desse objetivo é a existência de equipes de alta performance. Nesse sentido, identificar estratégias e ações que potencializem as lideranças, os gestores de RH e as organizações a formar, desenvolver e manter equipes de alta performance, além de ser essencial, é um diferencial competitivo.

Do mesmo modo, no atual contexto em que vivemos é importante e relevante discutir caminhos que acelerem a construção de equipes de alta performance, entendendo que o alcance desse objetivo é indispensável ao processo de construção de uma empresa competitiva e saudável.

O que é uma equipe? Ouso dizer que o nome “equipe” nunca foi tão em vão chamado. Normalmente, um conjunto de pessoas trabalhando juntas é confundido com uma equipe, por vezes, também chamamos de “equipe gerencial” um conjunto de pessoas que não possuem sequer um “objetivo comum”.

Márcio Dayrell Batitucci, autor de Equipes 100%, define equipe como um conjunto de pessoas que têm os itens abaixo:

  • Objetivo comum.
  • Cooperação.
  • Valorização das diferenças.
  • Confiança.

Nessa linha, penso que o maior desafio seja responder às seguintes perguntas:

A cultura organizacional presente em um número considerável de empresas potencializa a criação de um objetivo comum?

O individualismo, que ora se manifesta em boa parte da população brasileira, potencializa o comportamento de cooperação entre as pessoas?

A intolerância manifestada nas relações sociais e nos ambientes familiares que observamos tem relação com a valorização das diferenças?

O controle nos sistemas em que participamos ou frequentamos sinaliza por pouco a existência da confiança nas pessoas?

Mas aonde essas perguntas podem nos levar?! Bem, considero que a construção de equipes é algo que envolve genuíno interesse das empresas em criar um ambiente de trabalho enriquecido, com inputs bem diferentes dos presentes nesta sociedade em que convivemos.

Diante do exposto, as empresas devem se perguntar: Estamos efetivamente dispostos a patrocinar e estimular a construção de equipes de alta performance?

Márcio Batitucci aponta três grupos de possibilidades que se distanciam muito do conceito de equipe, que devem ser conhecidos pelas empresas:

  • Bando: conjunto de indivíduos pouco interessados nos objetivos organizacionais e mais voltados para ações que os auxiliem a alcançar suas metas pessoais.
  • Grupo: conjunto de indivíduos que direcionam toda a sua energia para alcançar os objetivos do departamento ou área, entretanto, não estão dispostos a contribuir com os objetivos estratégicos ou maiores da empresa.
  • Corporação: este é o pior dos três — é o conjunto de indivíduos que se unem para lutar apenas por seus interesses pessoais e podem até lutar contra a instituição.

Diante dessas possibilidades, surgem outros questionamentos, por exemplo: O que as empresas e as lideranças fizeram ou em que se omitiram para a manifestação dos tipos acima: bando, grupo e corporação?

Na contramão de tudo o que foi exposto até aqui, vale mencionar uma pesquisa realizada pelo Google, intitulada “Projeto Aristóteles”, ao longo de muitos anos e com dezenas de grupos de pessoas, para obter respostas sobre como construir equipes mais produtivas, as quais foram bastante surpreendentes.

- Segurança psicológica: Podemos assumir riscos sem nos sentirmos inseguros ou envergonhados?

- Confiabilidade: Podemos contar com os outros para fazer um trabalho de alta qualidade em tempo?

- Estrutura e clareza: São claros os objetivos, funções e planos?

- Significado do trabalho: Será que estamos trabalhando em algo que é pessoalmente importante para cada um de nós?

- Impacto do trabalho: Será que acreditamos no trabalho que estamos fazendo?

Na mesma linha, Marcus Buckingham Curt Coffman, autor de Primeiro quebre todas as regras, descobriu um conjunto de 12 perguntas, também chamado de Q12, que se respondidas com “sim” sinalizam a manifestação do engajamento na instituição pesquisada:

  • Sei o que esperam de mim no meu trabalho?
  • Tenho os materiais e equipamentos necessários para realizar meu trabalho corretamente? 
  • No meu trabalho, tenho a oportunidade de fazer o que faço de melhor todos os dias?
  • Nos últimos sete dias, recebi reconhecimento ou elogios por realizar um bom trabalho?
  • Meu superior ou alguém no meu trabalho parece importar-se comigo como pessoa?
  • Há alguém no meu trabalho que estimula meu desenvolvimento?
  • No meu trabalho, minhas opiniões podem contar?
  • A missão/o objetivo da minha empresa me faz sentir que meu trabalho é importante?
  • Meus colegas de trabalho estão comprometidos em realizar um trabalho de qualidade?
  • Tenho um grande amigo no meu local de trabalho?
  • Nos últimos seis meses, alguém em meu trabalho conversou comigo sobre meu progresso?
  • No último ano, tive oportunidade de aprender e crescer no trabalho?

Heike Bruch e Bernd Vogel, autores de Equipes 100% energizadas — Estratégias para maximizar resultados e gerar um ambiente saudável, também através de pesquisas com dezenas de empresas identificaram duas variáveis: qualidade da energia dos grupos (energia positiva e negativa) e intensidade da energia (alta ou baixa). Desse cruzamento surgem os quatro tipos:

- Energia produtiva: alto nível de envolvimento emocional e demonstrações de perseverança, alerta mental, bastante atividade, velocidade e produtividade.

- Energia confortável: forte percepção de satisfação e identificação por parte dos funcionários, combinadas com inércia e baixo nível de atividades.

- Inércia resignada: percepção de frustração e cinismo por toda a empresa, além do baixo nível de comprometimento dos funcionários.

- Energia corrosiva: comportamentos destrutivos e agressivos, como politicagens, resistência à mudança e maximização de ganhos pessoais.

Estes são somente alguns exemplos de conceitos que serão apresentados na palestra, apenas para ilustrar o vasto leque de conceitos no campo literário que estão à disposição para auxiliar líderes e administradores a optarem pela construção de equipes de alta performance. E a proposta é integrar esses conceitos e outros mais para apresentar estratégias que fomentem a construção dessas equipes.

Colaborador da ABTD - Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento nos CBTD nos anos de 2009, 2010,2011,2012, 2013, 2014,2015, 2016 e 2017 .
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