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Resultoria: Postura e Ações da Consultoria Interna Focada em Resultados
http://www.abtd.com.br - Data da Publicação: 16/10/2014

Por BENEDITO MILIONI

Benedito Milioni

Nada mais anacrônico no contexto da Educação Corporativa (antes conhecida como Treinamento e Desenvolvimento, terminologia também superada e em desuso), que o retroprojetor, que o famigerado e desacreditado Plano Anual de Treinamento e acreditar em levantamentos das necessidades de treinamento efetuadas por leigos, sem saber para que mesmo respondem os inúteis formulários, quando não fazem simplesmente a chamada escolha por cardápio: lista de um elenco de cursos, na qual os gestores escolhem quais devam ser destinados a seus colaboradores.

Levando-se em consideração que dinheiro não aceita desaforo, que tempo perdido é inominável e que a Educação Corporativa levada a sério é a mais poderosa estratégia de suprimento de pessoas capacitadas e com seus talentos orientados para seu crescimento pessoal e profissional, e sem saber quem vem primeiro ou depois, para a efetiva trajetória de resultados, surge a racionalidade da consultoria interna como a alternativa mais segura.

Desde que consultoria, segundo definição que emprego em meus cursos de Formação e Desenvolvimento de Consultores, é provedoria de soluções, fatalmente tem-se a vinculação íntima desse domínio com a missão de identificar problemas e para eles alinhar soluções inspiradas e sustentadas pelas mais diversas especializações. Nessas especializações cabem os inúmeros vetores da sempre fecunda e crescente fornalha do conhecimento humano a serviço do ser humano e das instituições que cria e fomenta em suas vidas. E foi com essa percepção que empreguei pela primeira vez o termo Resultoria, o qual ainda não sei se brotou das minhas reflexões ou se o ouvi de alguém, portanto não reivindico e não credito autorias, mas o que importa é que estamos usando o termo para nomear o processo de emprego de inteligência na provedoria de soluções realmente engajadas com resultados para a empresa e todos os agentes intervenientes, pessoas e segmentos organizacionais.

A ação de consultoria deve seguir a disciplina de mobilização hamoniosa, integrada e tempestiva da relação CAUSA, EFEITO e CONSEQUENCIA. Por CAUSA, entende-se o foco original da situação de problemas, das não conformidades e das lacunas de desempenho humano, e deve ser estudada com muita atenção pelo especialista em Educação Corporativa, autoinvestido ou por terceiros no papel de consultor interno: enquanto não souber, sem traço de dúvidas, qual é a causa original da situação que contempla uma intervenção, de nada adiantará dar sequência ao processo. O estudo seguinte é o do EFEITO, o que vale dizer que é a hora precisa para compreender todos os detalhes que autorizam afirmar que a CAUSA repercutiu dessa ou daquela forma no desempenho das pessoas para, dentre outras inteligentes constatações, identificar como os desempenhos afetados podem ou não ser passíveis de soluções por via das ferramentas de treinamento e seus domínios subsidiários. O profissional de consultoria interna que está 100% engajado com resultados concretos e relevantes para o seu trabalho deve trabalhar com rigor redobrado na exata delimitação do quanto o comportamento, a rotina e os resultados do trabalho da equipe foram afetados pela CAUSA original, listando, de um lado, os efeitos que podem ser, digamos, creditados à responsabilidade do treinamento como ação corretiva e, de outro, aqueles efeitos que devem ser administrados por outras especializações ou unidades organizacionais e reportados a quem se deve, em conformidade com os procedimentos de cada empresa.

O momento mais delicado e que justifica o emprego de todos os recursos para rastreamento, descrição, obtenção de indicadores e de emissão de parecer muito bem sustentado é o que se entende como os EFEITOS. Nesse momento, o consultor interno deve identificar quais são as perdas monetárias decorrentes da relação de CAUSA/EFEITO ou dos não ganhos (o quanto a empresa deixou de ganhar com as operações estudadas e definidas como não conformes).

Construída a equação de CAUSA/EFEITO/CONSEQUENCIA e isoladas das demais as ações que ganham corpo na tecnologia e nos processos de educação corporativa, o consultor interno deve elaborar um relatório conclusivo, apresentando uma condensação do apurado nas três fases, finalizada com uma recomendação apoiada em cinco pilares:

 Elenco de intervenções priorizadas em sintonia com as demandas e estratégias organizacionais.

 O que deve ser feito, com quem, por que e o investimento contemplado.

 Duração e distribuição do tempo (cronograma físico e de tempo).

 Perspectivas de retorno do investimento (quando, qual a relação de retorno por real investido, deduzido os custos totais, processos de apuração e validação).

 Como será elaborado o estudo e o relatório final de execução.

Os cinco pilares precisam estar sintonizados com RESULTADOS, sem concessões a abstrações ou ideias desconectadas com o que, de fato, tem justificativa comprovável e que assegure a chamada eficiência contínua e sustentada, que pode ser conhecida também como resultados permanentes e progressivos.

A estratégia de Resultoria na Educação Corporativa exige ações pontuais, focadas, delimitadas, precedidas, conduzidas e finalizadas por provas concretas (indicadores) e requer um acervo de competências mutuamente dependentes e que se retroalimentem. Cada uma delas deve ser construída no bojo de formações adequadas de base cognitiva e forjadas pela experiência prática, a par do amadurecimento psicológico e da geração de forte sentimento de autoconfiança. Essas competências são:

 Levantamento sistematizado de dados e informações.

 Emprego racional e disciplinado de métodos quantitativos.

 Análise sistematizada de problemas e tomada de decisões.

 Emissão de pareceres conclusivos e sustentados por provas cabais.

 Análises econômico-financeiras básicas.

 Planejamento e gestão de intervenções de Educação Corporativa focadas.

 Recuperação, análise, interpretação e reporte dos efeitos monetários creditáveis às intervenções levadas a efeito.

O profissional de consultoria interna será tão mais eficaz quanto mais consiga exigir de si uma ação em bases cartesianas, focada em resultados relevantes para a empresa/instituição a que sirva, sem jamais perder de vista a ética humana que deve permear o trabalho de qualquer profissional, mas que, no caso da especialização em Educação Corporativa, trata-se do viés que inspira e conduz as ações, sob a guarda dos fundamentos técnicos e dos rigores éticos.

E, finalizando, sustento ser a consultoria interna na Educação Corporativa uma das mais atraentes e ricas carreiras nos anos de definitiva entrada do Brasil no restrito clube das economias competitivas, menos dependentes de comodities e nitidamente em destaque na oferta no mercado internacional de produtos e serviços concebidos e construídos pela aplicação de inteligência, conhecimentos, talentos e capitais humanos, a forja onde são preparados os transformadores do mundo em realidades cada vez melhores.

Atua há 46 anos na Gestão de Pessoas, com foco na Educação Corporativa e tem sido reconhecido pela experiencia e pelas obras que publica, hoje perto dos 50 títulos, e pela disseminação de metodologias, a par do engajamento na defesa da técnica e da ética na Educação Corporativa.
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