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O modelo do pensador
http://www.abtd.com.br - Data da Publicação: 25/10/2018

Por LUIZ CLÁUDIO BINATO

Em momentos de grande tensão, seres humanos têm a oportunidade de experimen­tar mudanças em suas vidas, situações e experiências que os fazem deixar de pensar o que pensavam, sentir o que sentiam, agir como agiam, ou seja, aparentemente os faz deixar de ser quem eram.

Ao passar pelas eras agrícola, industrial e do conhecimento, a espécie passou por muitos eventos que promoveram fortes mudanças. Especialmente, no século XX, ocorreram grandes eventos que forjaram um novo momento:

  • Duas grandes guerras.
  • Movimentos sociais.
  • Globalização.
  • Internet.

Os humanos saíram de um cenário econômico de demanda maior que oferta (D > O) para um cenário de demanda muito menor que oferta (D <<< O), mudando a lógica econômica e interferindo em todas as demais variáveis externas: social, cultural, política, religiosa, tecnológica.

O mundo reduz sua característica transacional e passa a ser mais relacional, e isso transforma toda a lógica conhecida até então. O paradigma muda e todo o conhecimento e práticas que desenvolvíamos precisam ser revisados. Num certo sentido, as pessoas deixaram de ser quem eram.

 

Mas será que se transformaram em quem gostariam de ser?

Crenças e valores se alteram, pactos selados pelas empresas, mercado e sociedade precisam ser revisados e seres humanos se deparam com uma oportunidade: prepararam-se para os desafios futuros com novas ferramentas disponíveis (novas formas de gestão, novas tecnologias, novas condutas), a partir de uma visão de si mesmo e uma “nova” ordem se estabelece: o todo começa no um.

A felicidade deixa de ser um direito e passa a ser um dever. A carreira deixa de ser algo da responsabilidade da empresa e passa a ser do indivíduo. A liderança precisa se transformar nesse novo cenário e isso passa pela transformação do humano que você empresta para o cargo que ocupa.

Bem-vindo à era da consciência. Uma era em que, apesar dos códigos, manuais, legislações, scripts, há uma permissão para que você tome a decisão que melhor lhe convier. Só tem um detalhe: há que se estar pronto para pagar o preço.

Esse é o novo preço da liderança, que antes gerenciava as estruturas organizacionais, agora deve transformá-las, fazê-las se tornarem o que precisam de fato ser. E devem fazer isso com e por meio de outras pessoas. A forma de liderar precisa se transformar migrando dos processos para as pessoas.

O trabalhador da era agrícola tinha uma característica relevante, pois sabia o que queria, por que era importante e como chegar no resultado que desejava ou precisava, guardando em sua mente a visão do todo. Ao migrar para as indústrias, na era seguinte, passou a atuar como recurso humano, força motriz, parte de um processo fragmentado, tendo sido dispensada sua capacidade de pensar e desenvolvida sua habilidade de fazer.

 

Perdeu o foco no resultado e passou a focalizar apenas a tarefa

E foi assim durante alguns séculos: uma mente que, de una, se fragmentou. Uma mente que via o todo e pensava, atribuía um motivo para fazer (o que, por que e como), que passou a receber e emitir comandos para executar (como), sem pensar no resultado, apenas observando a tarefa, tornando-se mão de obra pela divisão do trabalho.

Essa fragmentação da mente fragmentou o ser: um no trabalho, outro em casa, outro no lazer. Tornou-o especialista, segmentado, com uma visão curta, embotada e capaz apenas de responder a uma pergunta: Como fazer as coisas?

Hoje, na era que proponho nomear como “era da consciência”, a transformação se dará à medida que houver uma transformação em cada indivíduo, a começar por mim, por você, por quem está ao seu alcance, tendo você escolhido assumir essa responsabilidade e se tornado um líder (independentemente do cargo que ocupa).

Eu quero convidar você a desenhar um pensamento que permita a cria­ção de uma estratégia para a busca de resultados consistentes e sustentáveis, integrando sua mente naquilo que acreditava fragmentado. Uma estratégia que se apresentará como um metamodelo, o modelo do pensador.

Para construir uma estratégia é preciso definir o que se quer atingir e por que isso é importante, para, depois disso, desenvolver como e quan­do chegar lá.

O modelo do pensador contempla elementos que, uma vez dentro de nós, nos ligam ao exterior e funcionam todos ao mesmo tempo, sendo difícil perceber a atuação de cada um deles nos momentos que estamos vivendo nossa vida, pela mente fragmentada construída na era industrial. Daí surgiu uma necessidade de entender melhor e por partes como esses elementos funcionam, um por um, até poder ver todos funcionando, tornando-nos uno, integrados.

Esse modelo ainda apoia sua transformação pessoal, que repercutirá nos demais papéis que executa, integrando o humano que você empresta para os cargos que realiza. Será importante, momentaneamente, destituir-se dos cargos que ocupa (diretor, gerente, coordenador, pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã etc.) para se ver como humano, numa trajetória que chegou até aqui e que terá uma longa jornada pela frente.

O modelo do pensador estimula você a aprender sobre o que você pensa, por que você pensa e como você pensa. Seus pensamentos dão início a uma série de acontecimentos futuros em sua vida e trazem uma enorme contribuição (ou interferência) do passado.

Esse modelo mostra em sua estrutura conceitos relevantes que o levarão a outro patamar de autoconhecimento, influenciando fortemente no líder que você é em sua existência.

 

O modelo do pensador

Tudo o que você faz, o faz em busca de um resultado. Mas que resultado? O que, de fato, você busca em sua vida nos diversos papéis que realiza? Você tem essa resposta clara? Ter essa resposta clara traz à tona uma competência humana que se torna mais importante à medida que você avança na escala de maturidade: tomar decisões/fazer escolhas.

É muito comum ver pessoas que sabem o que não querem e, em nome disso (e influenciadas pelo modelo mental da era industrial que focaliza na tarefa), se perguntam: Como faço para não viver mais isso? Não ter mais esse resultado? Não morar mais aqui? Sair dessa empresa?

Isso não é busca. Isso é fuga. Buscar um resultado prescinde responder à pergunta: O que quero obter, ser ou fazer? Se não criar a resposta para essa pergunta, a ação seguinte será de fuga daquilo que não quer mais, algo muito comum de observar nas empresas em momentos de crise ou dificuldade. Movido pela dor, o líder não quer mais viver aquilo e procura desesperadamente por uma saída que o tire daquele resultado, em vez de perguntar que resultado quer obter no lugar daquele que vem obtendo. A ausência dessa visão mais ampla dispara uma série de consequências para a saúde física, mental, emocional e espiritual do líder, dimensões que o tornam um ser integral e que devem ser observadas e providas continuamente.

Uma vez decidido o resultado que quer obter, há que se reunirem recursos para buscar atingi-lo. E há um infinito volume de recursos que o líder pode utilizar para atingir o resultado que decidiu buscar. E a pergunta que surge é: que recursos (que pertencem a você) você usa para atingir os seus resultados atuais? São os recursos internos (energia, criatividade, conhecimento, disciplina, força de vontade, ousadia, determinação…) que emergem a partir dos comportamentos, que, em ação, levam a pessoa ao resultado que está obtendo ou pretendendo obter. Assim, sugere-se que, se alguém quer mudar seus resultados, deverá mudar seus comportamentos.

Entretanto, esses recursos que advêm dos comportamentos e que se apresentam como virtudes podem vir influenciados por outros recursos internos que interferem no seu potencial de ação e que são função de dois elementos-chave que vão determinar quem lidera você: você mesmo ou suas emoções e crenças.

Seus comportamentos são sua melhor resposta em um dado momento para o uso de recursos internos e são influenciados pelas emoções, pela sua habilidade em buscar o prazer ou fugir da dor; buscar a aceitação ou fugir da rejeição; buscar a confiança e fugir do medo. Portanto, de forma precisa, afirmo que seres humanos passam a vida fugindo da dor ou buscando o prazer. Daí a pergunta: Quem está na liderança: você ou suas emoções?

Suas emoções tendem a nascer do significado que você dá àquilo que acontece a você. Nada tem significado até a hora em que você dá um e, para isso, você usa seu sistema de crenças. Ao ouvir um telefone tocando às três da manhã, você atribuirá a isso uma tragédia, embora isso não seja um fato, mas uma crença que vai te dominar e que você não terá como sair disso até que se dê conta de que quem dá significado ao estímulo do telefone tocando é você, pois um telefone tocando é um telefone tocando. Suas crenças determinam suas emoções que determinam seus comportamentos, que determinam seus resultados. E crenças são aprendidas.

Ao decidir por um comportamento você expressará seus valores, atendendo a uma ideia de por que aquele comportamento é importante e prioritário naquele momento, o que ele te proporciona, pois seus comportamentos são seus valores em movimento.

Porém, uma vez que você ateste que um valor seu não será transigido em nenhum outro tempo e/ou espaço, esse valor se tornará um princípio. É um processo de auto-observação.

À medida que você decide quem quer ser no momento que está sendo, portanto tem em mente sua razão de ser naquele momento, você tem clara a sua missão, e, com isso, uma maior chance de utilizar com consciência os elementos descritos até agora: resultados, comportamentos, emoções, crenças, valores e princípios, exercendo a liderança de si mesmo, o que o legitima a ser o líder de outros em momentos distintos, pois conquistou a habilidade de liderar a si próprio, liderar suas escolhas, suas ações, suas emoções, seus pensamentos, seus valores e princípios e quem quer ser no momento em que está sendo.

Essa experiência, ao longo do tempo, poderá produzir elementos fundamentais para que você descubra o seu propósito, sua razão de existir pela existência que lhe foi entregue a partir de seu nascimento, uma visão mais repleta de significado e sentido da passagem de um ser pelo planeta.

Ao longo dessa existência não haverá outro elemento a ser compartilhado e deixado para a humanidade que não o seu legado.

Ao assumir a responsabilidade, reduzir/eliminar o julgamento, focalizar o futuro tendo o passado como fonte de aprendizado, entrar em ação para conhecer-se em outras circunstâncias e outros resultados, transformar-se, expandir sua consciência, você tenderá a se tornar alguém melhor, um líder melhor, um humano melhor que você emprestará para os cargos que realiza, estendendo essa experiência de transformação para as outras pessoas que estão ao seu redor.

Está iniciada uma revolução pessoal, um trabalho de auto-observação, autocorreção e autotransformação que elevará os seus resultados futuros partindo de uma reforma íntima, uma forte e profunda revisão de si mesmo, do padrão emocional e modelo mental que uma dia foram aprendidos com alguém, mas que agora são seus dos quais há que se apropriar. O objetivo do modelo do pensador é apoiar e servir de rota para essa transformação de pessoas, equipes e organizações.

Inquieto e desafiador, Binato é considerado um grande formador de líderes tendo em vista sua experiência como COO e CEO de grandes companhias internacionais. Seu trabalho hoje é expandir essa experiência para todas as pessoas que desejam se preparar para liderar na era do conhecimento.
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