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Você já ouviu falar de Dynexity?
http://www.abtd.com.br - Data da Publicação: 31/07/2013


Por Alfredo Castro
alfredocastro@mot-td.com

Neste mês de agosto de 2013 a ABTD lança, no CONARH, a versão atualizada do Manual de Treinamento e Desenvolvimento. Fui um dos profissionais convidados para escrever o capítulo que busca identificar as principais tendências que marcarão os investimentos de T&D para os próximos anos.

O termo “Dynexity” pode representar a maioria destas tendências... mas como entender o seu significado?   

Os processos de mudança sócio-econômicos criam novos paradigmas de capacitação do ser humano - cada vez mais ávido pelo conhecimento aplicado.

Exatamente por isso, evoluímos muito, nas últimas décadas, em relação aos programas de T&D, criando uma verdadeira rede internacional de experimentação e aperfeiçoamento sobre a forma como podemos ampliar e transmitir conhecimentos.

No entanto, há algo de paradoxal neste conjunto de tendências: se por um lado tudo está ao nosso alcance “on line”, “real time”, 24 horas por dia, e sete dias por semana, por outro os “treinandos” necessitam de abordagens locais que venham a propor mudanças de comportamento para aquele determinado micro-cosmos. A pergunta é: como encontrar o equilíbrio ideal entre as necessidades globais e as locais?

Uma das respostas está no processo de aprendizagem. Aprendemos de forma coletiva, e ajustamos este aprendizado para nossas demandas individuais - e este processo se apóia na capacidade que temos de pertencer às “redes”, ao nosso networking. No mundo em transformação constante, a reinvenção do conceito de redes e networking passa pelo que chamo de “DYNEXITY”. Este termo, que não existe nem mesmo em inglês, significa “Dinexidade”, pois é a combinação entre complexidade e dinamismo.

Ele resume o que está acontecendo com as organizações, em todo o mundo, nos ambientes organizacionais: lideranças que estão mais abertas e equipes que interagem rapidamente com todos os níveis de gestão e, consequentemente, geram maior velocidade na tomada de decisão. Para que uma organização possa atuar no estilo “dynexity”, os profissionais precisam compartilhar informações, cooperar e estimular a comunicação de forma proativa dentro de limites claramente alinhados para atingir objetivos comuns.

Em outras palavras: os valores e comportamentos de uma organização devem permitir o seu crescimento, melhores resultados e o aumento do seu valor. Trocar informações, cooperar, comunicar-se proativamente com limites claramente definidos, para atingir objetivos organizacionais, esta é a receita para ser bem sucedido num ambiente “dynex”. A falta de comunicação entre as pessoas e áreas se uma empresa não facilita a atuação num ambiente com “dynexity”.

Todos os profissionais e líderes que forem capazes de fazer esta mudança terão uma enorme vantagem competitiva. Isso se reflete no multiculturalismo das organizações. Por exemplo, pensar que uma organização multinacional que foi fundada no Japão, continua a manter sua cultura japonesa, é não perceber que estamos mesclando cada vez mais as culturas globais.

A percepção de cultura, dos seus elementos e rituais, é fundamental neste processo, pois devemos acrescentar outros fatores que transformam e ampliam a percepção de cultura:
As novas gerações no mercado de trabalho criando novas demandas culturais, e novas tendências de comportamento;
Novas tecnologias criando novos caminhos para a interação global, sem fronteiras, em tempo real;
Novos padrões de ciclo de vida de produtos e serviços, criando novas possibilidades em termos de carreiras e maneira de viver.

Apesar de ainda termos sociedades e organizações que não estão seguindo esses movimentos, na próxima década esta nova realidade será cada vez mais ampliada, impactando os modelos de liderança, formatos de trabalho, estilos de vida e de comunicação entre as pessoas. As organizações precisam ter uma cultura única baseada em valores comuns, divulgados e praticados por todos os colaboradores. Com isso, todos passam a ter um mesmo alinhamento, criando um ambiente para o crescimento contínuo, que aprimora as estruturas e processos corporativos. Os gestores podem orientar suas equipes a um contínuo processo de melhoria e, ao mesmo tempo, maximizar resultados e o valor da empresa. Mas atenção: cultura única não significa engessamento!

Um desafio central para a próxima década será a de atrair e reter uma força de trabalho qualificada à medida que o mercado de trabalho continua a mudar e a tecnologia continua a evoluir.       

Conclusão

Neste momento de mudanças sociais passamos a interdepender mais uns dos outros através dos novos conceitos de redes sociais, ao mesmo tempo em que a tecnologia, paradoxalmente, nos permite criar plataformas de expressão individualizadas - é o ápice da combinação do coletivo com o individual!

Neste cenário, a resignificação do que é cultura e diversidade é um conhecimento preponderante para os novos líderes, para os novos profissionais. Transformação e reaprendizado - desta forma mudamos nossos comportamentos e lideramos o novo mundo que surge diante de nossos olhos.  

Na nossa agenda estratégica, o profissional de T&D precisa gerir o capital intelectual da organização, maximizando ativos intangíveis e o conhecimento tácito, que não podem sequer ser registrados nos balanços patrimoniais tradicionais, buscando transformar esta imponderabilidade patrimonial em resultados econômicos. Torna-se imperativo valorizar e manter o capital intelectual nas organizações e, para isto, devemos adotar estratégias e processos de T&D que desenvolvam o capital humano dentro desta nova realidade “globalizada”, sem perder características e detalhes locais - tudo isto dentro de um novo modelo de atuação: Dynexity!
Sobre Alfredo Castro
Um especialista em gestão empresarial, autor, consultor e palestrante internacional.
Atua também como professor de cursos de MBA, e lidera a MOT - Treinamento e Desenvolvimento Gerencial, da qual é diretor-sócio, responsável pela atuação da empresa no Brasil e exterior.
Castro é membro do Advisory Committee da ASTD (American Society for Training and Development) em Washington, integra duas comissões do IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - e atua como conselheiro de administração de algumas organizações no Brasil e no exterior.

A MOT - Treinamento e Desenvolvimento Gerencial - é uma empresa de soluções em treinamento, desenvolvimento e gestão de pessoas. Desenvolve programas, palestras, projetos e processos de mudança para levar seus clientes - empresas dos mais variados segmentos - a conquistar competitividade e excelência de desempenho em seus mercados. www.mot-td.com
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